segunda-feira, 25 de julho de 2011

Assalto ao Banco Central


Não sei porque alguns críticos de cinema são tão ácidos quando vão comentar filmes nacionais e tão condescendentes com filmes americanos. É claro que os americanos possuem técnicas cinematográficas de ponta e orçamentos mais generosos, mas nós temos tanta criatividade...
Acho que o cinema nacional ainda está engatinhando, mas tem tudo para dar certo. O exemplo disso é o filme "Assalto ao Banco Central" que tem um elenco talentoso (Lima Duarte, Giulia Gam, Tonico Pereira entre outros) e como diretor o veterano global  e estreante no cinema, Marcos Paulo.
O filme narra como foi o maior assalto ao Banco Central (mais de 160 milhões roubados por um túnel) e como os bandidos foram presos. Em uma frase eu contei o filme e com essa mesma simplicidade ele foi rodado. Isso não é necessariamente ruim, existe beleza no simples. O que os críticos reclamaram do filme foi o que eu mais gostei: seu humor. Pelo tema do filme poderíamos esperar algum suspense ou ação, mas isso não existe. Encontraremos alguma violência e muito bom humor. Um humor típico do brasileiro, um tanto estereotipado, mas genuinamente brasileiro.
O diretor Marcos Paulo está com câncer no esôfago e foi internado várias vezes durante as filmagens. Acredito que paradoxalmente ao que ele está vivendo, ele fez um filme leve. Talvez ele tenha usado a mesma leveza que precisamos para viver melhor.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Quebrando o Tabu


É um documentário que tem como âncora o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e aborda como os principais chefes e ex-chefes de nações mundiais (EUA, Holanda, Portugal, México, Suíça e Bolívia) lidam com o tráfico e consumo de drogas. O filme conta com a participação de Bill Clinton, Jimmy Carter, Paulo Coelho e Drauzio Varella (tem minha profunda admiração).
FHC defende a descriminalização somente da maconha (descriminalizar não é legalizar). Descriminalizar é deixar de ser crime o uso de algumas drogas, uso doentio, uso caracterizado pela dependência química=doença. E doença é tratada por médicos e não pela polícia! Legalizar é quando o estado passa a permitir e regular o comércio, como é feito com o álcool e cigarro. FHC não é a favor do uso de drogas, só é a favor da discussão. Segundo ele: "Só quem é burro não muda de opinião diante de fatos novos. Eu não tinha consciência da gravidade dessa questão das drogas e do que ela significava como tenho hoje. E, no Brasil, a consciência média na época era de que isso se resolvia com ação policial. Mas, nada funcionou. E eu não vi tudo isso. Errei."
Concluindo, o filme é excelente, extremamente inteligente, leva ao esclarecimento e a reflexão do assunto abordado. O diretor Fernando Grostein Andrade é um jovem rapaz bastante promissor!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Meia Noite em Paris


Sempre gostei do Woody Allen, assisto a seus filmes desde a minha adolescência, acho incrível como ele brinca com as neuroses e conflitos de todas as naturezas. Infelizmente muitas pessoas que eu conheço não gostam dele... Por isso, estou aqui escrevendo. Escrever é uma terapia. Woody Allen melhor que ninguém sabe disso.
Nos últimos anos, com os orçamentos cinematográficos reduzidos, Allen começou a rodar seus filmes em cidades que lhe proporcionam "incentivos financeiros". Foi assim em Londres (filmou o excelente Match Point e mais recentemente o Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos), Barcelona ( Vicky Cristina Barcelona) e agora em Paris. Concomitantemente com suas tramas, ele consegue fazer belíssimas tomadas das cidades filmadas. Não é diferente com Paris, ele fez a cidade ficar mais linda ainda, se é que isso é possível.
Falando do filme... Gostei muito, apesar de não apreciar o protagonista (Owen Wilson) como seu novo alter ego.
A história é sobre um escritor (Gil Pender) que faz roteiros para filmes hollywoodianos e descontente com o rumo de sua carreira, ele tira férias em Paris com sua noiva (Rachel McAdams) seu sogro e sogra burgueses. Entendiado com o roteiro das férias e também com as companhias, ele viaja no tempo e volta a Paris dos anos 20. Passeando por lá, ele encontra e fica amigo de Scott e Zelda Fitzgerald, Ernest Hemingway, Gertrude Stein, Pablo Picasso, Salvador Dalí, T. S. Eliot, Man Ray, Luis Buñuel e tantos outros artistas e escritores que revolucionaram o mundo artístico e literário. Gil Pender fica encantado com a oportunidade de aprendizado, mas não deslumbrado a ponto de se perder em um mundo de ilusões. Na verdade está é a mensagem principal do filme: sonhar é preciso, mas é somente na realidade que podemos ter alguma felicidade.

Aviso: Woody Allen é um diretor que se ama ou se odeia, não tem meio termo. Também coloco nessa situação, David Lynch, Quentin Tarantino, Tim Burton e Pedro Almodóvar.
Meia Noite em Paris é criativo, inteligente, leve, divertido, mas se você sempre odiou Woody Allen não será esse filme que fará você mudar de idéia...

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Blue Valentine (Namorados para Sempre)


Fui assistir Namorados para Sempre (Blue Valentine) na véspera do dia dos namorados achando que seria uma boa maneira de entrar no clima romântico... E me dei mal. Saí do cinema triste, decepcionada com o filme e com a dureza da realidade conjugal.
O filme não é sobre como manter o romance, mas sim sobre a deterioração de um relacionamento amoroso.
Mostra também o sofrimento do amor unilateral (é dilacerante amar mais do que ser amado, deveria ser proibido por lei!).
Achei curioso que todas as sinopses que eu li sobre o filme, diziam que se tratava de uma história de amor. Será que as pessoas que escrevem as sinopses assistem aos filmes ou só reproduzem o que os estúdios repassam? Estou falando de sinopses não de críticas...
Namorados para Sempre (tradução mais descabida) foi indicado ao Oscar de melhor filme e os atores principais Ryan Gosling e Michelle Williams moraram juntos durante um mês antes de iniciarem as filmagens, para dar mais cumplicidade aos seus personagens. Deu certo.
Considero Blue Valentine um bom filme triste!

Obs: os homens que estavam na platéia saíram indignados com o comportamento da protagonista.
Não sou feminista de "carteirinha" e tampouco tolero machismo, mas me solidarizei com o protagonista, às vezes é muito difícil saber o que as mulheres querem! O que é encantador no começo do relacionamento passa a ser irritante a longo prazo.
Será que é sempre necessário se reinventar para encantar? Fica a reflexão...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Se Beber não Case 2


É deplorável. Bradley Cooper continua abençoado geneticamente, mas nem seu charme foi capaz de melhorar o filme. Sem um roteiro inteligente não basta reunir bons atores. O conteúdo das piadas é preconceituoso e desrespeitoso com a capacidade cognitiva dos espectadores (pelo menos de uma parcela).
A única parte criativa e engraçada foram os créditos, quando aparecem as fotos do que supostamente aconteceu no filme.

Piratas do Caribe 4


É surpreendente como um filme com o número 4 no título pode ainda ser criativo e envolvente. 
Adoro o Johnny Depp, seu estilo exótico é irresistível e ele emprestou seu poder pessoal ao personagem Jack Sparrow. O famoso pirata continua sarcástico, divertido, inteligente, encantador e nada confiável.
O filme tem agilidade e a parceria de Depp com Penelope Cruz foi bombástica.

X-Men Primeira Classe


Não sou (ou melhor não era) fã da saga X-Men, porém X-Men Primeira Classe é realmente um filme de primeira.
A produção (mega produção) é incrível e os efeitos especiais são brilhantes. Mas, não é um filme somente visual, também (como Thor) é uma adaptação dos gibis da Marvel e explica com criatividade, eficácia e sensibilidade a origem dos X-Men, Magneto e cia.
 Escalaram atores veteranos, como Kevin Bacon (adoro!) e novatos e o que vemos na tela é uma boa interação entre o elenco. Portanto, é uma ótima dica de diversão.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Minha Versão do Amor



O filme é sobre Barney Panofsky (Paul Giamatti), um produtor de TV e filho afetuoso de Izzy Panofsky (interpretado pelo espetacular Dustin Hoffman). O filme começa quando Barney apresenta seus primeiros sinais de demência e em momentos de lucidez pensa no seu passado. Sua vida foi repleta de amores, tristezas, alegrias, conquistas, decepções, amizades e fraquezas (como a vida da maioria das pessoas).
Gostei imensamente do filme, achei a história comovente e instigante, porque mostra a beleza das imperfeições humanas!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Agentes do Destino


"Agentes do Destino" conta com o par romântico formado por Matt Damon e Emily Blunt. Gosto do Matt Damon, acho que ele melhora a cada trabalho.
O filme é uma história de amor que põe à prova a existência de Deus e seus desígnios (aparentemente incompreensíveis). Fala sobre livre arbítrio e aborda a questão do não-domínio do nosso destino.
O argumento do filme é interessante, mas ele se perde no desenrolar da história, pois a idéia de um romance inexplicavelmente proibido alienou o espectador e o fez desviar sua atenção para que ele não percebesse que a idéia central da trama não tinha sido completamente explorada.

Obs: não é objetivo do blog correlacionar músicas com filmes, mas acho que essa música explica bem a essência do filme: http://letras.terra.com.br/beto-guedes/44530/

"O destino que se cumpriu
De sentir seu calor e ser tudo
Sim, todo amor é sagrado"

Todo Mundo tem Problemas Sexuais


Pedro Cardoso está fantástico! Porém, o filme tem seus altos e baixos.
É uma obra de Domingos de Oliveira, baseada na peça de mesmo título e autor.
São cinco episódios sobre casais e as particularidades de suas vidas sexuais.
O diretor optou por misturar cenas da peça com o filme, o que resultou, segundo Rodrigo Fonseca do Jornal Globo: "um coquetel energético de açai com ovo de codorna numa obra pautada pelo diálogo inteligente". Assino embaixo. 
Eu me diverti muito durante o filme, especialmente com os episódios de número quatro e cinco.

domingo, 22 de maio de 2011

Água para Elefantes



Água para Elefantes foi ambientado em 1931 e tem a Depressão nos EUA como pano de fundo.
Conta a história de um jovem rapaz que perdeu seus pais na véspera de se formar veterinário e sem rumo e sem dinheiro ele embarca clandestinamente em um trem que transportava atores de circo.
O filme retrata a rotina e a pobreza (daquela época) da vida circense e concomitantemente a história de amor de    Jacob (Robert Pattinson - fazendo uma péssima atuação, tão expressivo quanto um poste) com a esposa do dono do circo. A esposa é Marlena (Reese Whitherspoon) e o dono do circo é August (o sempre espetacular Christopher Waltz). Reese e Christopher estão muito bem em seus papéis, contrabalanceando a atuação incompetente de Pattinson.
O filme não foi bem recebido pela crítica, alegando que se tratava de um melodrama açucarado e raso. Discordo. Achei a história sensível e bem construída. A relação de amor entre Jacob e Marlena é desenvolvida gradativamente e por isso se torna tão sólida.
Acredito que o filme fala sobre segunda chance, afinal todo mundo merece uma oportunidade para fazer diferente!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Thor



Thor: quanta besteira! O diretor do filme Kenneth Branagh (especialista em Shakespeare) não entende de ficção científica.
Thor é adaptado dos quadrinhos, baseado no gibi da Marvel. Não tenho nada contra as adaptações das histórias em quadrinhos, mas é preciso muita habilidade para essa transição não deixar o filme excessivamente pueril. E foi isso que aconteceu com Thor.
O filme é basicamente sobre a batalha de ego entre dois irmãos: loirinho (Thor) x moreninho (Loki) que são herdeiros do reino de Asgard (planeta mais evoluído do que a terra).
Thor (o vitaminado australiano Cris Hemsworth) é filho do Deus Odin (Anthony Hopkins-deve ser difícil envelhecer com dignidade em Hollywood) e após um ato de rebeldia é banido de Asgard e cai nos "braços" da oscarizada Jane (Natalie Portman) bem no meio do deserto do Novo México!
O que acontece após a "queda" do saradíssimo Thor é uma sequência de efeitos especiais, cenários bem falsos e história insossa.
Quando fui ver Thor, a platéia que estava assistindo o filme deu sonoras gargalhadas durante a trama, mas acho que a platéia foi muito generosa...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Eu Sou o Número Quatro


Aconteceu quase o impossível: eu me diverti assistindo Eu Sou o Número Quatro.
É um filme feito para adolescentes que gostam de Crepúsculo, mas mesmo assim tem seu charme.
A história é sobre um alienígena adolescente (ex-habitante do planeta Lorien) que tem a forma humana e é um ser com super poderes. Ele tem como missão proteger o nosso planeta Terra dos vilões de seu planeta (os mogadorianos- pessimamente retratados). São nove os seres especiais do planeta Lorien e a história é sobre o número quatro.
O filme tem uma super produção, efeitos especiais incríveis, cenas de ação bem elaboradas (apesar de não ocuparem a maior parte do filme) e um elenco esteticamente impecável.
É claro que o filme se encaixa no gênero "enlatado americano", mas às vezes não vejo problema em apreciar a superficialidade.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Uma Manhã Gloriosa



É super comum títulos de filmes estrangeiros serem traduzidos ou "adaptados" para o português de forma esdrúxula. E também pode acontecer de o título original não ter nada haver com o conteúdo do filme. É esse o caso de Uma Manhã Gloriosa.
Todas as sinopses que eu li sobre o filme não relatavam o real tema: workaholics! O filme é dirigido por Roger Mitchell e ele escalou um elenco de peso: Rachel McAdams, Harrison Ford, Diane Keaton e Patrick Wilson (também agraciado geneticamente). Mas, não funcionou.
Harrison Ford está péssimo, uma atuação engessada e estereotipada. Ele é um ator que marcou minha adolescência. Será que ele sempre foi ruim e só agora que percebi?

********SPOILER*********

O filme é sobre uma jovem produtora executiva de um programa de TV e suas dificuldades para manter a audiência e o bom relacionamento da equipe.
A história tem final feliz, mas na vida real, pessoas workaholics não tem o mesmo destino!

*Obs: o filme tem algumas cenas realmente hilárias (protagonizadas por atores coadjuvantes) que valem o preço do ingresso.



  As Mães de Chico Xavier




O filme fala sobre as cartas mediúnicas que Chico Xavier psicografava  para as famílias que tinham perdido entes queridos.
Enfoca três histórias que poderiam ser contadas em 30 minutos, mas o filme tem 120... O que o torna arrastado.
Li  algumas críticas negativas sobre o filme alegando que ele tem o objetivo de doutrinar os espectadores, principalmente com relação ao aborto.
Todavia, o filme foi coerente com a doutrina espírita e com as outras religiões que sempre defendem o direito à vida.


Cópia Fiel



Ai, ai, ai... Esse filme recebeu excelentes críticas, todas as pipocas (quatro saquinhos), bonequinho aplaudindo em pé, mas admito sem o menor constrangimento que eu não tenho mais paciência para esse tipo de roteiro, já tive... Não significa que ele não tenha seu mérito, principalmente sobre a atuação extraordinária de Juliette Binoche.
Bom, não estou com vontade de escrever sobre o filme, mas indico uma crítica.
http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/copia-fiel/

domingo, 3 de abril de 2011

VIPs- Histórias Reais de um Mentiroso



O filme é baseado na história real de Marcelo Nascimento da Rocha (está cumprindo pena em Cuiabá por estelionato, falsidade ideológica e tráfico de drogas) que ganhou notoriedade por assumir diversas identidades nos mais diferentes meios. Em seu golpe mais famoso, ele fingiu ser o dono da Gol, Henrique Constantino, durante o carnaval do Recife. Ele namorou modelos e atrizes e até chegou a ser entrevistado por Amaury Junior.
No filme ele é interpretado por Wagner Moura, que está fantástico como sempre (não restou nenhum vestígio do Capitão Nascimento) por ter conseguido achar o tom perfeito do personagem.
VIPs foi produzido por Fernando Meirelles e dirigido por Toniko Melo e o resultado é bom. O filme deixa claro que Marcelo é um mentiroso compulsivo e que tem um transtorno de personalidade. O que não fica claro no filme é que transtorno dessa natureza não é passível de tratamento. Conheço algumas pessoas assim...

domingo, 27 de março de 2011

Sem Limites



Sem Limites: é estrelado por Bradley Cooper (um ser humano agraciado pela perfeição estética) que interpreta o papel de um escritor fracassado e endividado. Ele encontra seu ex-cunhado pelas ruas de Nova York e ele lhe oferece uma droga sintética que permite ter acesso a total potencialidade cerebral e funciona melhor em quem tem QI superior. Eddie Morra (Cooper) toma o comprimido e sua vida se transforma. Ele fica concentrado, hipervigil, poderoso, destemido e cognitivamente invencível.
A trama é criativa, envolvente, ágil, visualmente estimulante e conta também com a participação competente de Robert de Niro.
Super dica para os cinéfilos que gostam de filmes de ação com algum conteúdo. E para o universo feminino (ou não...) que gosta de contemplar o que é belo!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Não me Abandone Jamais (Never Let me Go)



Sabe aquele tipo de filme que quando acaba parece que você foi nocauteado emocionalmente? Não me Abandone Jamais é esse tipo de filme.
Comecemos pelo título: Não me Abandone Jamais não trata de abandono, na verdade é extremamente o oposto (até porque quem ama de verdade jamais abandona!).
O filme se passa na Inglaterra é sobre crianças que são geradas, educadas e convencidas a serem doadoras de órgãos em vida. Eles passam por no máximo quatro doações durante sua breve vida e morrem em plena juventude. Dentro desse contexto, o filme mostra o relacionamento de três crianças até chegar no momento das doações.
Os diálogos são simples e intensos e as reflexões que o filme provoca no espectador são profundas.
Segundo o Jornal Globo o filme é "uma meditação poética e triste sobre a nossa mortalidade". Concordo. Também acrescento que é uma bela história de amor. Despertou-me emoções acima das minhas razões!
Dou nota dez com louvor!


"Talvez nenhum de nós realmente entenda
o que passamos... ou sinta que tivemos tempo o bastante." (Kathy H., Never Let Me Go)

Sexo sem Compromisso



Sexo sem Compromisso: o filme é leve, açucarado, porém bem gostoso de se ver e de se divertir. Serve  como entretenimento.
É sobre a história de dois jovens adultos (Natalie Portman e Ashton Kutcher) que se conhecem superficialmente desde a infância e que decidem ter um envolvimento somente sexual. Ela é médica e não tem tempo, ele com horários mais flexíveis está sempre disposto a atendê-la!
É um filme engraçadinho com atores bonitinhos.





Jogo de Poder: a identidade secreta da agente da CIA Valerie Plame (Naomi Watts) é revelada por oficiais da Casa Branca, após seu marido, Joseph Wilson (Sean Penn) ter escrito no The New York Times (2003) que a acusação do governo Bush de que o Iraque possuía armas em massa era uma mera desculpa para iniciar a guerra.
Apesar do filme ser baseado em fatos reais e das atuações de Watts e Penn serem convincentes, o resultado final do filme foi medíocre.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Trabalho Interno


Ganhador do Oscar de Melhor Documentário, é um filme sobre a mais recente crise financeira que começou em Wall Street e se alastrou para o mundo (passando pelo Brasil como uma marolinha – quem lembra?) já era esperado.
Charles Ferguson com certeza era o homem capaz de realizar tal filme. Acadêmico com P.h.D em ciência política pelo MIT e empresário visionário (vendeu sua empresa de software por 133 milhões de dólares para a Microsoft), Ferguson tinha o prestígio e o dinheiro necessários para se engajar no projeto desse imperioso documentário além de meios para conseguir entrevistas com os protagonistas (leia-se causadores) da crise.
Com suas excelentes perguntas, Ferguson soube derrubar até os mais preparados entrevistados e com a ajuda significativa de Matt Damon, que emprestou sua voz ao longa-metragem, desconstruiu todo um capítulo da história americana de Wall Street, apontando os fatos, os erros e os culpados pela crise.
Um filme extremamente necessário para todo o mundo, mas principalmente para os Estados Unidos, já que mostra que os verdadeiros vilões continuam comandando, mesmo sob o olhar do Presidente Obama (que disse que ia promover mudanças e regular a economia e fez muito pouco). Espera-se que o povo americano tome as medidas cabíveis e que se mobilize.
Para começar, às vezes só basta um filme.

Esposa de Mentirinha




Toda pessoa que gosta de cinema tem sua lista de atores preferidos e atores preteridos. Definitivamente, Adam Sandler está na minha lista de preteridos e detesto quando ele consegue me fazer rir. E ele conseguiu em "Esposa de Mentirinha".
O filme condiz com o estilo de Sandler: humor negro e escatológico. 
Porém, o filme conta com a carismática Jennifer Aniston. Ela empresta seu charme à trama e isso faz com que algumas cenas funcionem. A super botocada (leia-se ávida consumidora de botox) Nicole Kidman faz uma lastimável ponta no filme. 
"Esposa de Mentirinha" é sobre um cirurgião plástico (Sandler) que finge ser casado para conseguir sexo casual. Segundo ele, a aliança é um chamariz...
Após uma de suas costumeiras noitadas, ele acredita que encontrou uma garota especial, mas ela acha que ele é casado. Assim, para desmentir o fato, ele convence sua assistente (Aniston) a fingir que é sua “ex-esposa”.
Eu me diverti com essa história boba e acéfala. Fazer o quê? Às vezes acontece.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Desconhecido



Vou ao cinema para me divertir (rir), refletir, me emocionar e às vezes para simplesmente deixar a vida passar... Os filmes de ação e de terror não são meus preferidos, porém adoro um filme de suspense, gosto de me sentir desafiada.
O filme Desconhecido não chegou a me desafiar, mas conseguiu prender minha atenção até o final. É muito bem produzido, tem um ritmo interessante, boas locações de Berlim e o notável Liam Neeson como protagonista. É sobre a história de um cientista americano que vai participar de um congresso na Alemanha e sofre um acidente de carro. Fica em coma por quatro dias e quando acorda tem outra pessoa se fazendo passar por ele e com a anuência de sua esposa. E tem mais, ele começa a ser perseguido por assassinos e recebe ajuda da verdadeiramente alemã Diane Kruger. Claro que tem as perseguições de carro que eu acho uma chatice, mas fazem parte do protocolo de filmes de ação. Recomendo como entretenimento.
Tenho alguns veneninhos para destilar: por que será que um ator da categoria de Liam Neeson que tem a Lista de Schindler (está na minha lista de filmes preferidos) , Os Miseráveis , Michael Collins- O Preço da Liberdade, entre tantos outros bons filmes no currículo, resolveu aos quase 60 anos virar ator de filmes de ação? É o terceiro filme consecutivo que faz deste gênero. E a outra pergunta é sobre o final do filme Desconhecido: TCE (Traumatismo Crânio-Encefálico) melhora o caráter? Até onde eu sei não é bem assim...

sábado, 26 de fevereiro de 2011

"Drogas Tô Fora"


Infelizmente o verdadeiro cinéfilo, às vezes consome porcaria. É muito difícil se autodeterminar e não entrar no cinema para assistir alguns filmes. Está acima da razão!
Dito isso, admito que assisti os filmes abaixo criticados. Mas, que sirva de alerta para os mais determinados.





Besouro Verde: estou com tanta preguiça dessa onda verde...
Foi constrangedor ver o ator do calibre de Christoph Waltz, de Bastardos Inglórios (nesse link está minha cena preferida do filme) proferir diálogos patéticos. Durante os primeiros quinze minutos de filme, até pensei que poderia me divertir. No entanto, estava redondamente enganada. Não foi possível tirar nenhum proveito dessa historinha de super-herói. O único proveito foi ficar admirada de ver o quanto o ator que personifica o besouro, Seth Rogen, emagreceu. Parece até outra pessoa. Será que besouro tem que ser magro?




Bruna Surfistinha: é eu fui ver... Afinal de contas no post anterior eu estava defendendo produções nacionais.
Bom, o filme é ótimo para quem quer ver a Deborah Secco "in natura", latim para peladona. O desempenho estético dela é excelente, já o desempenho artístico deixa a desejar (sem trocadilho).
A história é ridícula e o ponto emocional mais alto do filme (foto) é ela revelar para um cliente especial: "meu nome verdadeiro é Raquel". Socorro!
Para os mais desavisados, o filme trata da história de uma adolescente de classe média que sai da casa dos pais para se tornar garota de programa.
O único elogio que faço ao filme é sobre a atuação da competente Drica Moraes. Está ótima no papel de cafetina.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Lixo Extraordinário

Para onde vai o lixo?




Lixo Extraordinário é um documentário de Vick Muniz, artista plástico brasileiro, radicado no exterior (Nova York), portanto é um filme brasileiro feito em parceria com o Reino Unido. Foi indicado ao Oscar de melhor documentário.
Estou enfatizando brasileiro porque temos o costume de não valorizar as produções nacionais, visto que o filme já saiu de cartaz e antes de ser retirado do circuito, estava sendo exibido somente em uma sala e apenas em um horário.
Qual é o critério utilizado para saber se um filme "merece" ser exibido em larga escala? Eu sei que a indústria cinematográfica movimenta bilhões de dólares e que os critérios de distribuição das fitas são complexos (financeiros), mas estou indignada com o descaso nacional pela obra de arte que é o Lixo Extraordinário.
Feito o desabafo... O filme transforma lixo em arte, porém o mais importante do filme é que pela arte ele transforma as pessoas.
Atualmente Vick Muniz é um dos artistas brasileiros com mais prestígio no exterior. É conhecido por produzir fotografias que reproduzem imagens artísticas usando materiais inusitados como açúcar, chocolate, lixo, diamantes, poeira e outros. Além deste currículo, ele é um ser iluminado. Somente pessoas iluminadas saem da sua zona de conforto para ajudar o próximo.
Lixo Extraordinário é a história deste artista plástico que teve a idéia de trabalhar junto com a comunidade do aterro do Jardim Gramacho- RJ (um dos maiores aterros sanitários do mundo) promovendo arte, beleza, através do lixo, ou melhor, material reciclável. A idéia original do documentário era essa, mas o resultado foi outro: o resultado transcende a beleza da arte, o resultado é a possibilidade concreta que podemos melhorar o mundo.
Fiquei extremamente emocionada, sensibilizada pelo filme e profundamente constrangida pelo meu lixo...

Obs: Lixo Extraordinário teve 1/3 da produção feita pelo Brasil e 2/3 feita pelo Reino Unido e quando um filme é indicado ao Oscar, o que conta é o produtor marjoritário. E daí? A maior parte do filme foi rodada no Brasil e retrata nossa pobreza.
Vick Muniz se aproveitou da miséria alheia para se promover? Acho isso irrelevante.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O Inverno da Alma



A surpresa do meu final de semana


Entrei no cinema sem saber direto do que se tratava o filme e tive uma grata surpresa.
O Inverno da Alma não é um filme hollywoodiano, não é comercial. É o tipo de filme que a maioria não gosta por achar que não tem "ação". Mas, mesmo sem "ação" uma das sequências finais do filme, me deixou taquicárdica como há muito tempo não ficava no cinema.
O filme é sobre a história de uma adolescente de 17 anos que está à procura do pai e se ele não comparecer a uma audiência judicial, ela e sua família (dois irmãos menores e a mãe que é doente mental) perderão a casa onde moram.
A história que se segue a partir daí é repleta de coragem, determinação, dor, decepção, solidariedade e um gigantesco amor pela família.
O Inverno da Alma é o retrato perfeito de que às vezes não existe o caminho do meio, mas somente o certo e o errado. Se eu pudesse, daria o título de Bravura Indômita ao Inverno da Alma!

Obs: um dos atores do filme (John Hawkes) é a cara do Paulo Miklos (Titãs), sério mesmo, confiram.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei


Gostar ou não de um filme é algo muito pessoal, subjetivo, depende da sua história de vida e de seu humor no dia. Mesmo levando em conta essas variáveis, eu já sabia que iria gostar muito de "O Discurso do Rei", antes de vê-lo. Explico: adoro o Colin Firth ele é uma estrela de primeira grandeza, mas durante muitos anos fez filmes que não deixavam seu brilho se expandir. Com exceção do belo e comovente "Direito de Amar" (A Single Man, 2009) de Tom Ford. E desde que Geoffrey Rush ganhou em 1997 o Oscar de melhor ator por "Shine", eu acompanho seus trabalhos. Colocar, exatamente, esses dois grandes atores em cena, para mim, tinha tudo para dar certo e deu!
"O Discurso do Rei" retrata a biografia do gago Rei George VI (Colin Firth) que mesmo a contragosto tem que assumir o trono inglês. Ele conta com a ajuda do "terapeuta da fala" Lionel (Geoffrey Rush). O filme trata de superação, determinação, confiança e amizade. E tem também o que mais gosto dos ingleses: humor sutilmente sarcástico.
O Rei tem que anunciar para a população que o país entrará em guerra contra a Alemanha, mas a única batalha que ele realmente precisa vencer é a das palavras.
A beleza final do filme é paradoxal porque o domínio das palavras do discurso passa a ser mais importante do que seu conteúdo mórbido.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Bravura Indômita


Bravura Indômita: os irmãos Coen sabem escalar bons elencos e a prova disso é a escolha da jovem Hailee Steinfeld interpretando a indômita Mattie Ross. O filme traz a volta do gênero western a Hollywood e tem algumas curiosidades. Como por exemplo, ver o Jeff Bridges interpretando um papel que foi de John Wayne (o único Oscar que ele ganhou foi pela filmagem de Bravura Indômita) e ele não faz feio, mas nunca pensei que o Jeff Bridges pudesse substituir o John Wayne... Eu sei que a intenção dos irmãos Coen não era de uma refilmagem, mas é inevitável a comparação com o primeiro filme da adaptação da obra literária de Charles Portis (1968).
Na verdade estou protelando para falar o que realmente achei do filme. Ele como todo até que funciona, tem diálogos irônicos (que é a marca registrada dos Coen), mas no quesito vingança, que é o tema principal do filme,  não tem passionalidade, muito pelo contrário, ele sugere sentimentos inverossímeis. Resumindo: a bravura é indômita, mas o motivo pareceu superficial. Porém, no quesito amizade o filme atinge seu objetivo. Os três personagens principais do filme (Hailee, Bridges e Matt Damon) engatam uma parceria fundada na vingança e no dinheiro que se transforma no decorrer da trama em um singelo laço de carinho e profunda admiração.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Em Cartaz

Cisne Negro: Natalie Portman faz jus a indicação ao Oscar, está incrível e nada a separa do prêmio. Mas devo avisar, o filme trata de psicopatologia. Estejam preparados.

Minhas Mães e Meu Pai: adorei! É um filme moderno, com diálogos inteligentes e criativos. Enfoca novas realidades e reinventa o conceito de família, tentando mudar a visão “tradicional” de pai, mãe e filhos. Diversão garantida. 

O Vencedor: baseado em fatos reais, é um filme extremamente passional, o protagonista luta para ser reconhecido pela família e para ter seu nome consagrado pelo boxe. Devo dizer que não gosto do ator Christian Bale, mas seu excelente desempenho (como o irmão viciado em crack - do protagonista Mark Wahlberg) deve ser reconhecido.

Biutiful”: arrisco a dizer que essa foi a melhor atuação de Javier Bardem até hoje. Superou sua atuação em Mar Adentro. Porém, o filme é de uma tristeza desconcertante e até desnecessária.


Além da Vida: apesar das críticas negativas, gostei muito do filme. Clint Eastwood não perdeu a "mão" de diretor, o filme é sensível, emocionante e conta três histórias de VIDA. É isso mesmo, o filme fala de vida, de como sobreviver as adversidades  e não da morte.
E falando em Eastwood... Revi esta semana, As Pontes de Madison (1995), e fiquei novamente arrebatada pelo filme. Com certeza é um dos meus filmes preferidos, tem a direção e atuação de Eastwood e a sempre espetacular Meryl Streep. É um filme tão tocante... Como bem disse o Léo Jaime na semana retrasada no Saia Justa (GNT) : "para sacanagem tem que ter regra, para o amor não". E As Pontes de Madison trata do mais puro amor!


Caça às Bruxas: pura besteira. Começei a gostar do Nicolas Cage quando ele fez Despedida em Las Vegas (1995).  Neste filme o protagonista (Cage) decide beber em Vegas até morrer. Bom, voltando às Bruxas... O que aconteceu com o Nicolas Cage é que de 2004 para cá foi ladeira abaixo, junto com  o seu cabelo. Ele é tipo Sansão, a medida que perde o cabelo, perde também a sua capacidade de atuar e de recusar filmes ruins. É uma pena.


Entrando numa Fria maior ainda com a Família: devo admitir que dei algumas risadas. É sempre estimulante ver bons atores em cena, mesmo que a história seja uma sequência de clichês. Mas, para minha surpresa o terceiro filme da saga dos "Fockers" é melhor que o segundo.


O Turista: muita calma nessa hora... Sei que irei desagradar a maioria, mas a proposta é de ser sincera, então vamos lá: também pura besteira! Descobri o final do filme nos primeiros cinco minutos, aí não teve mais graça. Não posso ser injusta com a caprichada produção, figurino e fotografia impecáveis (Veneza ao fundo sempre é uma boa idéia). Mas, a Angelina Jolie se auto promoveu ao posto de DIVA e acha que não precisa mais falar! Ela tem pouquíssimos diálogos e a sua atuação se resume em aparecer na telona bela e elegante (isso ela consegue fazer muito bem). Com essa decisão do diretor de ocupar toda a tela com a beleza da Angelina, ele fez desaparecer o magnífico Johnny Depp. Como isso é possível? Nem dá para acreditar que é o mesmo diretor do merecidamente premiado "A Vida dos Outros". No futuro dedicarei um post a esse filme. 
Realmente acho a beleza da Angelina Jolie hipnotizante e o talento do Depp excepcional, mas não houve química.


As Viagens de Gulliver: nunca durmo no cinema, acho quase um sacrilégio. Eu dormi nesse filme. Não preciso falar mais nada.


Enrolados: a nova e competente produção da Disney é exemplo de concorrência direta com os estúdios Pixar (principalmente agora, com Toy Story 3 indicado ao Oscar de Melhor Filme e fortíssimo candidato a levar o prêmio de Melhor Animação). A onda 3D está prometendo revolucionar a maneira de ver filmes e está levando cada vez mais pessoas ao cinema (Disney e Pixar não vão deixar essa oportunidade passar em branco). Dito isso, Enrolados dá uma nova roupagem (além de novas e extensas madeixas) ao clássico "Rapunzel" e faz isso com muito humor e ritmo. Minha única crítica é a "participação acústica" de Luciano Huck, que dá voz ao charmoso bandido Flynn Ryder. Quero deixar bem claro minha admiração pelo apresentador (realmente acho que ele é do bem), mas por ele ter uma personalidade forte e voz marcante, não consegui separar o global de seu personagem animado.


O Amor e Outras Drogas: pelo título fica parecendo que o amor é uma das drogas abordadas pelo filme. Mas, esse não é o mote da trama, muito pelo contrário, trata-se de uma bela história de amor. Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway já tinham trabalhado juntos em "O Segredo de Brokeback Mountain" e a liga dos dois realmente é muito boa. Gyllenhaal conseguiu me emocionar na cena em que quase teve um ataque de pânico ao falar "eu te amo" pela primeira vez. Recomendo.